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O mundo está repleto de centro urbanos inóspitos. Alta criminalidade, corrupção, guerra civil, terrorismo; são apenas alguns elementos que tornam o dia-a-dia do cidadão comum um verdadeiro pesadelo. Nessa realidade, estes são os verdadeiros heróis, afinal, não é exagero dizer que arriscam suas vidas diariamente para garantirem um mínimo de dignidade. Não há Harry Callahan, Bruce Wayne ou Clark Klent.

Assim, nessa lógica, as metropoles povoadas por esses seres detentores de poderes que o average joe não detem deveriam ser verdadeiras utopias, não? Poisé, mas a lógica nem sempre reina na ficção e, geralmente, os lugares que acomodam esses indivíduos têm a tendência a serem nada amigáveis.

A seguir, encontrará a primeira parte de uma lista de alguns desses lugares onde a forma mais segura de se visitar, é como espectador.

Grant City – Dead to Rights

Entupida de criminosos até saírem pelos orifícios, Grant City da série Dead to Rights, tem como seu único messias o policial Jack Slate (acompanhado de seu canino, Shadow). A cidade é tão corrupta que nem Jack é poupado, sendo incriminado ao investigar um crime e vai parar na prisão. Mas como os mobsters sempre mexem com o cara errado, Jack consegue escapar e, em sua vingança, chacoalhar todo o sistema de corrupção de Grant City. Mas como o buraco é muito mais em baixo, aparentemente nem três sequências foram suficientes para limpar a cidade.

Liberty City – GTA IV

Outro lugar podre até o talo! Não bastasse isso, Liberty City é uma Alcatraz tamanho gigante, onde os cidadãos são cercados por toneladas sem fim de concreto e apenas un dois ou três gatos pingados de verde, sem poderem ir a lugar nenhum. Pra completar, um sociopata chamada Nico Belic chegou na área. Se fosse pelo menos San Andreas…

Metro City – Final Fight originalmente

Mais outra cidade tomada pela criminalidade. A situação em Metro City era tão casca-grossa que, no melhor estilo Jesse Ventura, a população elege o ex-astro de Telecatch, Mike Haggar. Falta de opção ou não, talvez não pararam pra pensar que o que Haggar fazia era pura marmelada. Aí fica a impressão de que, se os criminosos que comandam a cidade, sempre burros, não tivessem sequestrado a filha do cara para chantageá-lo, é muito provável que Haggar iria só ficar coçando o bigode em seu gabinete. No fim, Haggar opta por chamar o genro, Cody (que tem um amigo ninja! uia) e descerem o safarro na bandidagem. O crime não compensa.

Cidade de Streets of Rage

Criminalidade, assim como na vida real, parece ser o problema mais vigente nas cidades fictícias. Mas no caso da cidade sem nome de Streets of Rage, a situação toma proporções exorbitantes (como dizia um conhecido do meu irmão). Uma vez uma cidade modelo, o lugar caiu nas mãos de um sindicato criminoso (criminosos tendem a ser mais organizados que governos…) que virou o lugar ao avesso. Como dizia na abertura do jogo “ninguém estava a salvo nas ruas, dia ou noite…”.  É aí que entra o trio de ex-policiais Adam, Axel (não o Folley) e Blaze para tentarem resolver a situação no braço – literalmente. Streets of Rage é um clássico dos games (com a memorável trilha sonora de Yuzo Koshiro) e seu final aberto (dependendo das escolhas do jogador, pode ser otimista ou pessimista) apesar de estar longe de ser um recurso original nessa mídia, funciona perfeitamente com a natureza do jogo e a situação em que a cidade se encontra.

Mega-City One – Juiz Dredd

Uma das piores coisas que pode acontecer a uma cidade é superpopulacão. Afinal, controlar uns poucos milhões em grandes metropoles já é um problemão, o que dizer de 800 milhões, em uma área que corresponde às 13 Colônias dos Estados Unidos (mais a Florida!). Esta é Mega-City One. Pior ainda é quando essa população cai para 50 milhões em apenas 30 anos. Emigração? Só se for para outro plano, cortesia de uma guerra nuclear com os Soviéticos. Este é o lar do Juiz Dredd, parte de um sistema onde ele é a lei (prendendo, julgando e executando, tudo isso na hora, super prático), sistema este proveniente da superpopulação que tomou conta de Mega-City One. Burocracia em um lugar com 800 milhões? Esse pode ser seu único lado “positivo”.

Apokolips – Novos Deuses

Imagine uma cidade que ocupe todo um planeta. A maioria das pessoas vão pensar em Coruscant de primeira. Mas antes de Coruscant e depois de Trantor veio Apokolips. Governada pelo maligno Darkseid, Apokolips é uma ecumenópole de alta tecnologia com gigantes poços incadenscentes e de povo bastante miserável, sofrendo constante abusos que só terminam em morte. Para escapar desta sina só sendo um tremendo psicopata e quem sabe entrar para o grupo dos Parademônios ou ser mulher e ter a chance de se tornar uma das Fúrias Femininas. Ou seja, olhando pelo lado bom, pelo menos Apokolips não é um lugar misógino.

City of the Lost Children

Apesar de visualmente deslumbrante, viver na Cidade das Crianças Perdidas deve ser um tanto quanto depressivo, com aquela atmosfera densa e escura. Principalmente se você é uma criança. E como é uma fase que todo mundo tem que passar, crescer naquele lugar pode ser uma experiência desagradável, afinal um cientista louco anda passando o rodo na molecada por lá, para roubar seus sonhos. Ele só não esperava contar com a presença do Hellboy na área.

The Sprawl – Trilogia Sprawl

Assim como Mega-City One, o Eixo Metropolitano Boston-Atlanta é uma megalópole que corresponde quase a mesma área da cidade vigiada pelo Juiz Dredd.  Coberta por várias gigantescas cúpulas geodésicas onde o céu, independente da hora do dia é sempre cinza (descrita por William Gibson sagazmente na abertura de Neuromancer), a mega-cidade possui alta tecnologia disponível a todos. Mesmo assim, a grande maioria da população do Sprawl passa poucas e boas para sobreviver.

Detroit – Robocop

Dizem que a real Detroit é um lugar tão rium ou pior de se viver quanto a mostrada no filme de Paul Verhoeven. Eu duvido, afinal a Detroit de Robocop se encontra em um estado tão insuportável, que a ideia da OCP é demolir a cidade original e reconstruí-la sob o nome de Delta City. A ideia é louvável até, não fosse se a própria OCP (ou um certo alguém dentro dela) tivesse planos próprios para essa empreitada e, muito provavelmente, Delta City viria a se tornar outra Detroit. Por “sorte”, vítima da violência desenfreada da cidade, um polícial é metralhado e deixado à beira da morte ressurgindo como a nova esperança da população de Detroit. Mas não antes de uma vingançazinha…

Rapture City – BioShock

Uma vez imaginada para ser um utopia para pensadores, Rapture é uma cidade situada sob a água, concretização do sonho do magnata Andrew Ryan. Mas muitos pensadores num buraco só, pode dar merda e a cidade vai em outra direção e explode em uma guerra civil clamando a vida da maioria da população. Os sobreviventes deste evento ou se tornaram “Splicers”, indivíduos deformados e mentalmente instáveis – consequência de abuso da substância ADAM (uma das razões do declínio da sociedade de Rapture) – ou se esconderam dos Splicers, deixando a cidade em ruínas, afinal, não dá pra escapar de um barco que já afundou.

Roma – RanXerox

Em sua odisséia milenar, a antiga capital do Império Romano nos é apresentada num futuro incerto nas páginas da fumetti Ranxerox. Dividida em 30 níveis, sendo o trigésimo o pior, avançando na qualidade até chegar ao primeiro, a Roma descrita por Stefano Tamborini e retratada em incríveis detalhes com a arte excepecional de Tanino Liberatore é um lugar hiper-violento que mescla o clássico e o futurístico, aparentemente sem lei onde menores viciadas se prostituem sem pudor e há até mesmo terríveis gangues de pivetinhos de 3 a 5 anos. Mas aqui, ao contrário das outras cidades citadas neste post, onde sempre há um paladino em sua defesa, Ranxerox é parte inerente da decadência de Roma e o grande azar que alguém poderia ter seria cruzar seu caminho, ou pior, de Lubna…

Semana que vem, mais piores cidades!

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