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Seguindo com a parte final do guia turístico para aqueles que adoram passar por mau bocados.

Los Angeles – Blood n’ Gutz

Uma cidade em ruínas, entupida de perigosos mutantes onde até uma simples atividade como comprar uma pizza pode ter consequências mortais. Essa é a Los Angeles de Vulcão, personagem criado pelo quadrinista Will Jungkuntz, apresantada originalmente (e talvez unicamente) em língua portuguesa nas páginas da saudosa Aventura e Ficção. A série – Blood n’ Gutz no original – só durou cinco edições, devido a morte prematura de Jungkuntz.

Dark City – Cidade das Sombras

Você gostaria de viver em uma cidade onde nada está sob seu controle e você não passa de um rato de laboratório? Talvez você já viva… Um ano antes de Matrix ser ligado ao Mito da Caverna de Platão, Dark City nos mostrava uma sombrio centro urbano onde seres humanos – nada mais do que os meios para um fim – eram confinados, acreditando ser parte de sua realidade. Mas ao contrário de Neo, o fugitivo Murdoch consegue prevalecer perante os detentores do “fogo”.

Basin City – Sin City

Uma cidade do oeste americano com uma mistura incomum de ambientes e clima, corroída por crime e corrupção. Esta é Basin City, ou Sin City para os íntimos, onde a criminalidade é algo tão endêmica, que a polícia é pesadamente armada, uma maneira “segura” de lidar com a situação. Talvez a única qualidade da cidade é sua coleção de musas, mas ainda assim, tão perigosas quanto a cidade requer. O interessante é que, apesar de ser retratada em preto e branco, Basin City é repleta de personagens cinzentos…

Raccoon City – Resident Evil

Fique ligado se sua cidade se situa próxima a alguma grande compania farmacêutica. E se essa compania se amarra em fazer alguns experimentos meio estranhos, as chances de sua cidade ter o mesmo fim que Raccoon City não são remotas. Não bastasse praticamente toda a população da cidade virarem comedores de cérebro, Umbrella, a compania responsável pelo T-Virus, manda seu exército privado dar cabo das testemunhas, ou em outras palavras, dos sobreviventes. A cereja do bolo vem com a destruição do que restou da cidade, seja pelo Governo americano tentando dar um fim na praga zumbi ou a Umbrella tentando cobrir a merda que fez.

Alphaville (1965)

Para viver de boa em Alphaville, a retro-futurística cidade do filme de Godard, tudo que você precisa é se privar de suas emoções e agir como um individuo vazio onde a razão impera (Spock deve ter passado umas férias por lá). Caso falhe, a morte é inevitável. Triste é que, bancando o Coração Gelado, sua sina é aturar a voz de cigarra engasgada de Alpha 60, o computador onisciente que manda no pedaço.

Innsmouth – A Sombra Sobre Innsmouth

Decadente, depressiva, com suas casas apodrecidas da base ao teto, lar de um povo feio, mas muito feio, Innsmouth foi mantida à parte do mundo por anos a fio até o Governo americano enfiar o bedelho no local, investigando um possível tráfico de bebidas alcoólicas. No entanto, aparentemente o Governo acabou achando mais do que procurava, chegando a destruir parte de um recife conhecido como “Recife do Demônio” e prendendo a maioria dos moradores – embora nada se sabe dessa prisão de fato. Isso pode estar ligado a rumores da população estar envolvida com um culto sinistro, relacionado à criaturas além de nossa vil compreensão humana. Passe longe!

Wastelands – Fallout

Após uma guerra nuclear que durou apenas algumas horas, o mundo entrou em colapso, praticamente retrocedendo séculos socio, econômico e tecnologicamente. Um lugar inóspto até mesmo para os residentes das Vaults (comunidades que se protegeram do resultado da guerra em uma espécie de bunker gigante), sobreviver nas terras desoladas é um feito para os fortes. Seja pela ameaça das várias criaturas mutantes ou de facções em guerra pelo poder, não há civilização a salvo: Megaton, onde um culto se formou a partir de uma ogiva nuclear não detonada no meio da cidadela, que pode ser detonada por puro tédio pelo dono da Torre Tenpenny, um lugar para alguns privilegiados, que por sua vez pode cair vítima de uma invasão de ghouls; Arefu, atacada por um bando de indivíduos que acreditam serem vampiros; Nipton pilhada pelos legionários de César, crucificando uma pá de gente; Sloan um vilarejo de mineradores, os quais podem virar comida de Deathclaws… Enfim, precisaria de um post só para isso (em breve Fallout ganhará seu próprio post aqui). É uma eterna batalha por sobrevivência, como o narrador da abertura do jogo, na voz de Ron Pearlman, (e plágiado por Solid Snake em MGS4) diz: “Guerra. Guerra nunca muda…”

Silent Hill

Eu nunca joguei Silent Hill. Quero dizer, joguei um pouco de uma versão para o PSP do nobre Mexicano. Por coincidência ou não, o filme baseado no jogo acabou de passar na TV, mas como estava escrevendo esse artigo, não prestei atenção em nada. Mas a fama deste cidade nebulosa (sacou o duplo sentido? :p) vai além do universo dos games e não por causa do filme  – que creio não ser bem quisto pelos apreciadores do jogo. Obviamente, o filme é uma causa dessa fama. A cidade, coberta por uma neblina incessante e opressora, combinada com a invasão de monstros de outra dimensão, é um personagem em si, preste a te devorar.

Londres – Mil Novecentos e Oitenta e Quatro

Obviamente há outros lugares tão opressivos e miseráveis no universo do clássico livro de George Orwell quanto Londres, mas é essa cidade, por nos ser apresentada em detalhes, que nos incomoda. Apesar de marcos impressionantes como as pirâmides que abrigam os quatro ministérios do governo totalitarista – inspiração para as pirâmides em Blade Runner? – muito da cidade continua em ruínas, resultado de uma guerra perpétua, relegando a grande maioria da população a uma situação lamentável.

Tóquio

Planeta: Terra. Cidade: Tóquio. Pra quem curtia (e ainda curte) clássicos nipônicos da telinha como Ultraman, Spectreman, Jaspion, Changeman entre tantos outros, sabe que Tóquio perdia uma penca de edifícios a cada semana. A sina de ringue para gigantes da centenária cidade começou em 1954 com a aparição de um lagartão chamado Godzilla. Mas o perigo em uma escala menor também era proporcional com malucos como Dokusai, Shadow Moon, Dr. Giba e Barão Kageyama, só para citar alguns. Mais recentemente, Tóquio começou a ser assolada por uma onda de atividades paranormais.

Nova Iorque

Os cidadãos da verdadeira Nova Iorque não devem ser nada satisfeitos com o quadro da cidade pintada por várias obras de ficção. Já foi invadida por alienígenas, teve Manhattan explodida com o teleporte de um cthulhu de outro mundo, a cabeça da Estátua da Liberdade decepada – como aquecimento pra algo pior -, assombrada por fantasmas, premiere da apresentação de um gorila gigante que deu errado e até mesmo Godzilla deu sua cara (e rabo) por lá. Fora os inúmeros vilões, inimigos de indivíduos fantasiados como Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Vingadores e X-Men. Mas o que torna Nova Iorque um lugar realmente perigoso, indo além das barreiras da ficção, aconteceu em 11 de setembro de 2001. Isso, acredito, é consequência justamente da ultra exposição da cidade através dessas obras de ficção.

Gotham City

A inspiração para este post, dividido em duas partes. Após assistir à trilogia comandada por Christopher Nolam no cinema em sequência, durante a projeção do terceiro e derradeiro longa, me peguei pensando: “Caceta… Que lugar fudido de se viver.” Não a tôa foi escolhida pela organização terrorista do “visionário” Ra’s Al Ghul, onde segundo o próprio, só poderia ser salva através de sua completa destruição. O feitiço vira contra o feiticeiro e seu antigo discípulo, Batman, chega e Sock! Pow! Zock! Salva o dia. Mas se pensou que era o começo de um futuro feliz para Gotham… Ledo engano. Um maluco de cara pintada da o ar da graça (sacou? sacou? :P) e começa a infernizar a vida do cidadão “gothense” (algem sabe como se chama quem nasce em Gotham?) ao ponto de até mesmo despirocar o caveleiro branco da cidade, Harvey Dent. Mas Batman chega mais uma vez e Biff! Blaff! Bam! Mas desta vez ele não sai ileso e fica fora de cena por 8 anos. E veja só: Gotham ficou uma maravilha! Até chegar outro maluco no pedaço chamado Bane. O cara simplesmente ilha a populacão de Gotham, os tornando prisioneiros em seus próprios lares a mercê de uma bomba de protons que, ao explodir, varrerá toda a cidade. A situação fica pior (sim é possível), quando é o Bane que Whoop! Ooof! Sock! no Batman. Mas como Batman é Batman, ele volta e salva o dia com estilo. Talvez no Cinema Gotham tenha uma esperança, mas nos gibis, os malucos travestidos continuam infernizando a população.

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